Monday, 25 July 2011

CLUTCH

Olá :)

 Alexander McQueen
 Anya Hindmarch (suspiro!)
Yves Saint Laurent

Christian Louboutin (olhós sapatinhos lá em cima)

Jimmy Choo (Ui. Gosto tanto.)

Outra do 'Jota Cê'.

Jil Sander

Bottega Veneta

Marni   





Preciso de uma clutch muito gira para um casamento. Uma coisa é certa: não será nenhuma destas!

Sunday, 10 July 2011

Um sortido de coisas boas.

Aqui vai, por razão nenhuma e sem uma ordem específica, um punhado de coisas fixes e das quais tenho gostado muito ultimamente:


O Manel Cruz é tudo o que eu adoro num músico. Esta música em particular, de ritmo corridinho e melancólico, uma voz que parece um sussuro junto ao ouvido, um cheirinho a Norte no sotaque... A letra ('diz-me o porquê dessa canção tão triste/me fazer sentir tão bem/decerto alguma coisa mais te disse a mesma voz/que tu não dizes a ninguém') explica a sensação de encontrarmos numa música uma voz que nos compreende. As músicas tristes são uma das melhores coisas que existem. O Jeff Buckley, por exemplo, foi, durante anos, uma opção segura quando precisei de consolo. Acho que agora vou nomear o Manel Cruz para esse efeito. Tudo o que ele faz é tão bom e, embora não saiba explicar bem porquê, o som e as palavras dele, seja em Ornatos Violeta ou Foge Foge Bandido, são tão, tão boas para mim.... Até tenho medo de ouvir demais, não quero que isto deixe de bater.







Andorinhas (ou outros bichos) do Rafael Bordalo Pinheiro. 1) São portuguesíssimas; 2) São tão giras, em tamanhos diferentes; 3) Não é preciso ir às Caldas da Rainha de propósito, agora tem n'A Vida Portuguesa. No meu aniversário, os colegas do trabalho ofereceram-me algumas, pequeninas, médias e grandes, para fazer um bando delas a voar-me pela parede, na casa nova. Não podia ter adorado mais o presente! Estou ansiosa por poder compô-las. Enchem-me de orgulho patriótico!

A minha 'mota'. Vou e venho do trabalho todos os dias de bicla e adoro. Ponho a carteira e o jornal na cesta, argolas a abanar ao vento por entre as tiras do capacete, e off I go. Também enfiei uma roda num carril do eléctrico e mandei um valente tralho no meio da rua do Alecrim às 8:30 da manhã, mas isso agora não interessa nada. (Levantei-me, avisei o chefe que me ia atrasar uns minutos, sacudi a roupa (e o orgulho) e fui trabalhar. De bicicleta!)


Nuno Lopes - é o tipo mais giro da TV. Sou uma sucker por talento, e disso ele tem às resmas, às paletes, aos charters. E ainda para mais é giro que dói.


Quando era pequena o meu pai trazia-me uns livros porreiríssimos, que já não eram bem livros para crianças, acabando por ser uma espécie de introdução à literatura mais a sério. As Minas de Salomão, ou A Volta Ao Munda Em 80 Dias, Oliver Twist, eram alguns deles; agora ando a relê-los e a adorar.

O OutJazz é das melhores coisas a acontecer em Lisboa. Um ambiente tranquilíssimo, uma onda muito boa, música porreira e umas cervejinhas bebidas de rabo chapado na relva. Especialmente ao domingo, aquele dia estúpido e deprê, é dos programas mais engraçados para se fazer com amigos. Fui na semana passada e notei com especial agrado um detalhe genial nas casas de banho: 1 de homens, 3 de senhoras. Vê-se bem que é uma mulher a organizar.



E, só para terminar:
"Foi tão bom para mim
Como foi para ti"

Tuesday, 7 June 2011

Bienal de Veneza

Wow, estive 4 dias em Veneza em 'trabalho' (chamar trabalho a 4 dias incríveis soa tão estranho!), a propósito da exposição Il Mondo Vi Appartiene no Palazzo Grassi e também da Bienal de Veneza e ainda não deu para organizar tudo o que lá vi e li e ouvi. Passei esses dias continuamente assoberbada: com Veneza, em si, que é um sítio deslumbrante (embora me tenha ocorrido que é um delírio tipo Dubai, só que com o charme que só uma carrada de séculos podem atribuir às coisas), com a injecção de arte que vinha de toda a parte e muita, muita, moda. Tipo, ir a Veneza nesta altura é como ler 20 Vogues duma assentada.

Entrei numa Miu Miu assim como quem não quer a coisa (só para espreitar!) e reparei que boa parte das prateleiras estavam vazias! Vazias! Elas levam tudo! Era mesmo perceptível a importância da moda (nem digo aparência, digo moda com m grande, mesmo!) naquele meio; nunca em toda a minha vida vi tanto Issey Miyake junto. Claramente, Miyake é o uniforme do 'art opening'. Muito Louboutin, muito Chanel, muito Prada head-to-toe das últimas colecções, acabadinhas de sair.

Acaba por ser algo perverso, esta proximidade da arte contemporânea com esta obsessão com a moda, e por vezes creio que a primeira acabava por ser um bocado eclipsada. Contudo, são as minhas duas coisas preferidas (medalha de bronze vai para comida), pelo que nunca seria eu a queixar-me.

Houve momentos engraçados. Tipo, quando a Salma, essa deusa latina de metro e meio, apareceu uns metros à minha frente. Cá está ela em frente à soberba instalação Contaminação, de Joana Vasconcelos, de quem a Salma pareceu gostar muito! É mesmo uma aparição...



Também lá andaram o Salman Rushdie...

...e as manas gémeas hermafroditas do futuro, Eva & Adele:


...entre muitas outras pessoas curiosas, anónimas ou não. É um mundo muito estreito e fechado, mas muito curioso de ver; a partir de um certo ponto, dá ideia que as pessoas se estão completamente a marimbar para tudo o que seja expectativas associadas ao género, à idade, à nacionalidade, ao estilo. É das coisas de que mais gosto, é de estar num sítio que, sem nos dar conta, nos alarga um bocado os horizontes. A inauguração da exposição no Palazzo Grassi foi um enorme sucesso, com a obra da JV a receber reacções e comentários muito positivos. A instalação estava brutal, de cortar a respiração:



Como é impossível resumir tudo o que vi dentro e fora da Bienal (que vi um bocado a correr, até...), aqui vão algumas imagens de algumas coisas que me marcaram por alguma razão:

Adrian Ghenie

Ahmed Alsoudani

Nicholas Hlobo




Deixo aindaa, para terminar, duas fotos um bocado aleatórias: os brogues do meu chefe querido e os meus pés, que fotografei, tipo, só naquela.



Thursday, 26 May 2011

Hmmm.

O namorido faz anos amanhã (28, tantos!). Lembrei-me desta conversa que ele me contou que teve com alguém, enquanto pensava no que lhe havia de oferecer :

"- Até gostava de ter uns sapatos de fivela, mas a Ana não gosta..."
"- A minha ex-mulher também não gostava e olha onde ela já vai."






Continuo a não os gramar, mas já estão ali embrulhadinhos e prontos a fazer um jovem engravatadinho muito feliz. :)

Tuesday, 24 May 2011

Pina's Choos

Não sou diferente da esmagadora maioria das mulheres em nenhum aspecto, mas sou particularmente igual a todas elas na indelével paixão que nutro por sapatos. Em bom rigor, não seria exagero nenhum considerar que sou mesmo um bocadinho doente.
Por isso é que ontem voei do trabalho para aproveitar os 30% de desconto que uma conhecida loja lisboeta oferecia aos clientes entre ontem e amanhã (ainda fiz o meu homem passar vergonhas, comigo ao lado de calculadora em punho, sem qualquer pudor, a tentar perceber melhor o tamanho da naifada que estava prestes a dar às minhas finanças), e em menos de 15 minutos já cá cantava este pequeno pedacinho de shoe heaven:

  E foi assim que trouxe para casa este belíssimo pair of Choos, duplamente feliz por ter conseguido comprá-los com o meu dinheiro, ganho com o meu trabalho, e por serem lindos de morrer, neste bege cremoso, silenciosamente chique. Apesar de o tacão parecer um horror absoluto, garanto que são mesmo muito confortáveis (coisas boas é assim!) - mal os calcei percebi logo que podia escalar montanhas com eles calçados. Para já, preciso primeiro de ganhar coragem de os tirar da caixa (estou a pensar nos pisos em paralelo, calçada portuguesa e demais ameaças).



Por outro lado, e já que o tema hoje é coisas bonitas, tenho andado inspirada pela experiência de ver o filme do Wim Wenders sobre a companhia da Pina Bausch. Em 3D! Eu, que descobri a Pina tardiamente e que mal apanhei os seus últimos tempos de vida, compensei um bocadinho a falta que o trabalho dela fez na minha vida com este filme. Houve momentos em que me senti assoberbada, tal era a intensidade das emoções que as coreografias nos atiram, tal era a beleza dos movimentos, a cor, a composição (bem dizia um que Pina era, afinal, pintora e que os bailarinos eram formas e cores em movimento sobre o palco). Impressionou-me o conhecimento que tinha da vida, e a soberba capacidade de comunicar em diferentes gramáticas, apresentando, ora obras de grande austeridade e angústia como Café Mueller, como coreografias apaixonadas, sensuais, cómicas e a transbordar vida por todos os lados.
Uma vantagem em ver isto num cinema e em 3D tem a ver com o possibilitar de uma grande proximidade a cada um dos bailarinos. É fortíssimo testemunhar o movimento dos seus corpos, ora fluido e sinuoso, ora fragmentado,  e apanhar também as expressões nos seus rostos. Isso foi o que mais me deslumbrou, foi a extrema atenção ao detalhe que revelam coreografias em que a posição do dedinho pequenino do pé é tão importante como uma pirueta teatral, em que o olhar e o movimento de uns cabelos comunicam tanto o passo mais atlético e vigoroso.
Não sabia o que me esperava quando me sentei e pus os meus óculos 3D. Fui submersa num mundo de beleza extrema, e de lá saí a vibrar com cada fibra do meu ser, a alma preenchida e muita  vontade de ser boa (a melhor!) no que faço, mesmo que o meu trabalho seja por trás de uma secretária. Há sempre lugar no mundo para os que são muito bons, certo?

 Preciso de ir ver outra vez:

http://www.youtube.com/watch?v=cXpFD7gi8R0

Sunday, 27 March 2011

Uma boa ideia mais uma série de outras notas

Tenho andado rabugenta, para não dizer completamente podre, com os vizinhos de cima, desde o dia em que me mudei para este T2 nos Prazeres. As razões prendem-se com o facto de viver num prédio de 1930, com chão de madeira e, last but not least, com os graciosos passos de elefante, (correspondentes a um 9 na escala de Richter) da senhora que vive por cima. Costumo dizer, sem ponta de exagero, que por cima de mim vivem o King Kong e o Godzilla, tal é a forma como a minha casa treme a cada vez que os répteis lá de cima dão um passinho. Cresce-me um fervor homicida por aqui a cima só de pensar. Grr.

Assim, e porque levo com isto há meses (e pago a minha pequena fortuna de renda sem um segundo de atraso), desde as 8 da manhã até a partir do momento em que chego do trabalho, e já para não dizer que não há um minuto de silêncio ao fim de semana, ocorreu-me começar um blog onde as pessoas pudessem partilhar as suas más experiências em casas alugadas. Talvez assim os que planeiam tornar-se inquilinos algures em Lisboa tivessem um sítio onde se pudessem certificar de que o imóvel não estaria na lista negra (quer por causa do barulho, ou por algum vizinho anti-social, ou porque os níveis de radão são elevadérrimos e ainda por cima tem uma infestação de pulgas carnívoras, sei lá, qualquer coisa desde que não seja mentira ou abertamente difamatória). Gosto tanto da minha ideia que de hoje não passa.

Felizmente, em breve irei dizer adeus  para nunca mais aos meus ilustres vizinhos,  ávido comedor de bolo-rei, Prof. Cavaco mais a sua Senhora, e vou, felicíssima, de tralhas e bagagens para um appartement maneirinho ali para os lados do Chiado. Um último piso, que é para nunca mais levar com criaturas que quiçá tenham passado ao lado de uma brilhante carreira como percussionistas dos Stomp.




Agora numa nota completamente diferente: fui ver o último do Godard, o Filme Socialismo. Fiz figura de imbecil por duas razões. Senão vejam (e julguem-me quanto quiserem, que eu mereço): em primeiro lugar (e esta não conta senão a soma dava três), fui cheia de convicção e a sentir-me esperta e intelectual comó raio, ver o novo do Jean-Luc porque tinha adorado o A Bout de Souffle e o Pierrot Le Fou. Eram filmes que me tinham alargada horizontes, feito sonhar e me tinham enriquecido a sensibilidade, pelo que achei que a coisa nunca poderia correr mal. Contudo, a coisa tornou-se vergonhosa quando, ainda que soubesse que ia estar diante de 140 minutos de uma sublime experiência cinematográfica, fui na mesma buscar um balde de pipocas Menu Super Mega Épico.
Problema nr.1.: comer pipocas durante um filme para intelectuais - PÉSSIMA IDEIA. Muito mau aspecto. Naturalmente, quando me viram subir pelas escadas acima de balde debaixo do braço, todos aqueles finórios com cabelos desgrenhados e óculos de massa estabeleceram para si mesmo que eu era uma totó qualquer que se enganou na sala e que tinha pago o bilhete para ver o Titanic 3 e nem QI tinha para achar a sala certa. Felizmente, esta auto-estima à prova de desdém e ter avançado com confiança para o meu lugar. Também ajuda ter desenvolvido uma sofisticadíssima técnica para comer as ditas pipocas: quando há silêncio no filme deixo-me estar quietinha e quando há barulho enfio tantas quanto puder na boca e mastigo-mastigo-mastigo. Não falha.

Entretanto começa o filme e começo a ver o que só sei descrever como um delírio senil em três tempos, completamente feito para dentro, falas absurdas e crípticas, citações literárias obscuras e um trabalho dramático pretensioso e assim a dar para o artistinha, imagens a oscilar entre o digital top-notch e o vídeo sacado do telemóvel, enfim, olhem, só de enumerar estas coisas já espumo um bocado da boca. Resta apenas dizer que se não fosse um lama e um burrinho no meio de uma bomba de gasolina, nada naquele filme se teria aproveitado. Perguntem à minha vizinha do lado, que viu grande parte do filme para dentro.

A segunda e derradeira vergonha desta experiência foi a altura em que fui persuadida a sair da sala pelo namorido, farto daquela pantominice toda. Argumentei eu com fervor: "Estás louco! Viemos para aqui com pipocas, já estabelecemos aos olhos destas pessoas que somos uns anormais, queres mesmo dar-lhes mais razão, saindo antes do fim??", mas lá acabei por ir, com os olhos pregados ao chão e o rabinho entre as pernas, pelas escadas da sala abaixo, sentindo balas de desprezo intelectual a atingir-me nas costas, sem pingo de misericórdia.

Depois cheguei cá fora, chamei nomes feios ao Godard por ter estragado a minha comemoração de jantarinho e cinema por termos conseguido a casa dos meus wildest dreams, e lá fiquei contente por já não estar a levar com aquilo. Volta Pierrot, estás perdoado.



E agora a propósito de uma coisa que não tem nada-nadinha a ver, mas que não pode passar sem referência, tenho que professar publicamente o meu mais recente desejo de consumo:


(foto da maravilhosa Garance Doré.


Não são um par da mais absoluta perfeição? São as cores, a textura entrelaçada, o cheirinho a outros tempos... São Prada e são divinos, como bem se vê.



E prontes, já está dada esta muito tardia desenferrujadela ao blog (btw, nunca cheguei a ir às duas aulas de pump e rpm pomposamente anunciadas no post anterior, pff, claro). Havendo vontade, hasta la proxima, leitores [som grilos]